sexta-feira, 13 de setembro de 2024

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Continuar soi necessário,
mas mude essa estrada, peregrino!

domingo, 14 de abril de 2024

quemedera

Três palavras num querer!

QUEM
               ME
                          DERA
Quemmedera esses olhos
apertados
sorridentes 

Quemedera!

Me chama de poeta
         Eu querendo ser poesia

Quemedera
tivéssemos a infinda madrugada no saber
das memórias de um beijo não olvidado

QUEMEDERA...

O indisfarçável desejo de sorrir
Juntos 
Sem entraves
Sem olhos frustrados a espiar

Quem medera o estalo da surpresa 
de jantares
de olhares 
de falares
tão seus e luminosos
(tão raro para mim o imprevisível)

Que feliz em ouvir e ser refestelo 
De tantas
Tantas
Queixas do dia a dia
Que sabe poder compartilhar 

O espaço do afeto é afago mútuo 
Que deu a esse moço tão encantatado








segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

MACHADO ME DISSE

Pequena
bem pequena
e de tanto ver 
vi-me pequeno

pois
desisti

ver o futuro
tal qual vidente
não tem força

deixa a dor 

mas me doi saber
que não me escutou

resta es´perar
sinais de fumaça
ou mesmo o fogo

não posso fazer

depois de tanto

resta esperar 
e cuidar dos que sambem
o mesmo

deixo de dar o que tirar

vai doer ver
mais que o que não viu

não vou mais esconder
para não magoar

verá
e eu sem querer
não perceberei

não teremos mais
que lembrança

durmo com amores hoje
amanhã 
sempre

foi bom tentar
mas março terá levado em suas águas
sem aeroportos, nem peso haverá

terça-feira, 6 de junho de 2023

O tempo

Certo, já disseram que o tempo é relativo!
No entanto, 
Não entendem meu tempo
De reação 
De Ação 
De Canção 
De Solidão 
 
                                            TIC-TAC 
                       (SEM PAUSAS DE PONTUAÇÃO)

De Não!

Por que gero a insegurança no que se faz protagonista de São Bernardo por odiar não ter a humanidade de Madalena?

Não tenho o impulso dos fracos
Mas não sei o que veem 
De doce
De azedo
De frio
De calor
De olhar 

Que não alcançam
(Tampouco pretendo permitir além dessa linha entender)

Não me perdi!

Percebi num estalo que não o ananizei pelo coração desperto

Mas o resultado é voltar a ver pessoas há muito não vistas por muitos, mas por mim sempre!

O ônus das epifanias traz dores e prazeres!

Eis você aí, finalmente de volta, Prometeu!

sexta-feira, 1 de março de 2019

Um pé atrás do outro

Olhando para o eu-sertão
Tenho que decidir a vereda que me levará para mim.
Difícil sempre decidir.
Mas se a escolha me pertence,
Bom é saber que sou dono dos meus passos.
Nunca vai dar errado, pois decido com a firme certeza de mim.
No mais, não parar de caminhar é preciso.

            Flávio Arruda

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

O ódio move pessoas,
emoções,
frustrações,
eleições,
religiões,
nações,
facções.

Reunidos em prol do ódio,
fascistas,
nazistas,
machistas,
racistas,
pensam curar o mundo em busca da própria dor.

(saudades de Fábio Freitas!)

Frustrados,
abastados,
atados
à ignorância do limitado ódio de não entender que o outro
é
o outro.
Feliz ou triste,
tão somete,
o outro,
cuja a fome não passa se comes em nome dele,
cujo sexo não aprazerá em circunstâncias que não sejam as dele.

O  ódio cai sempre na vala de estar à janela espiando a vida que incomoda por
ser
e viver de modo que não apraze ao que odeia.

Teu ódio, ser frustrado, não se aplacará com a dor da subserviência!
Se fores feliz, o sorriso te fará tão bem,
ou será que só te aprazes com a infelicidade plena do que tolhes?

Deito a cabeça na macia espuma
e torço
para que te resolvas,
assim,
deixarás a todos com as próprias veredas-escolhas
e, talvez,
entendas o santo livre arbítrio do sertão alheio.

Respira,
ferir o outro não cura tua dor!

Ser Quixote nunca fez tanto sentido.

(fav)

sábado, 30 de junho de 2018



conta simples:

vê-se o limiar,
calcula-se o tempo,
refletir sobre o os passos dados
e a dar!

tolher é o caminho:
cercear,
romper.
cortar,
privar...

ceder à mediocridade?


é!


ser normal é menos notável e preocupante!

artificialização numa ilha humana qualquer.


garrafas ao mar!!!!